segunda-feira, 31 de março de 2025

A curva que a poesia faz

   


  Na parábola espiral a contragosto da tua vontade deslizo e escorrego junto à gravidade

     Desafiando mais uma estação chuvosa

     Meus arames e grampos de aço denunciam o meu cansaço

     As flores sufocadas de tanta chuva meus dedos enrugados feito o plástico de uma luva 

     As curvas da rua as fases da lua e o piche do asfalto leva embora o barquinho de papel 

     A cidade escura dentro de um eterno breu Os bairros agora em silêncio mortal

     O caminho é estreito a estrada carrossal  

     Tudo que parece perene morre de uma forma virginal 

     Pois a eternidade Zomba de nós numa piada imoral 

 By Ivan Araújo

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