Te conhecer
Foi num acaso improvável, um acidente ocasional,
ou o destino guardava nosso encontro temporal?
Não sei ao certo dizer,
mas o roteirista, com seu script, já revelava as cenas futuras.
A protagonista — ou talvez coadjuvante —
a contracenar, cruzava nossas vidas sem esperar.
Foi um toque perdido no vento,
uma ligação certeira no tempo.
Então ouvi tua voz.
Meiga e gentil, jovial e bela,
como uma aquarela a melodiar.
Era você.
Não era apenas uma voz ou uma percepção:
era você, minha amiga do coração.
Nossas vidas, em harmonia,
desenvolviam no coração uma bela história,
digna de conto em composição.
A tinta e o papel soluçavam e sorriam
a cada linha escrita dessa relação.
Foram tempos difíceis e momentos de alegria.
Acompanhei em espírito tuas dores e conquistas.
Tua trajetória de fé e evolução,
tua genealogia em progressão.
Então veio o Gustavo —
que satisfação, que alegria!
O tempo passou, e nossa cumplicidade revelou
que é possível uma verdadeira relação
além das faces e dos apertos de mão.
Te conheço sem ter te visto,
mas te conheço como poucos.
Sou teu anjo,
sou teu amigo imaginário,
sou teu amigo de verdade.
Sou eu
e você.
Daviel Campos.


