quarta-feira, 11 de março de 2026

Bem-vindo ao Clube dos Bestsellers

 

Um espaço para autores e amantes da literatura

A literatura sempre foi uma das formas mais profundas de expressão humana. Por meio das palavras, histórias são contadas, sentimentos são compartilhados e ideias atravessam gerações.

Foi com esse espírito que nasceu o Clube dos Bestsellers, um espaço dedicado à valorização da literatura e ao fortalecimento de novos escritores.

Nosso objetivo é criar um ambiente onde autores independentes possam apresentar suas obras, compartilhar suas histórias e alcançar novos leitores.


A importância de apoiar novos escritores

Muitos autores talentosos permanecem desconhecidos simplesmente porque não possuem espaço para divulgar seus trabalhos.

Embora existam grandes editoras e plataformas de publicação, nem sempre é fácil para escritores iniciantes conquistar visibilidade no cenário literário.

O Clube dos Bestsellers surge justamente para ajudar a mudar essa realidade, oferecendo um espaço onde novos autores possam mostrar sua voz e compartilhar suas criações com o público.


O que você encontrará aqui

Neste blog, os leitores poderão encontrar uma variedade de conteúdos literários, entre eles:

📚 Contos — histórias curtas que exploram diferentes emoções e experiências humanas.

✍️ Poesias — textos que expressam sentimentos, reflexões e inspirações através da linguagem poética.

📖 Cordel — uma das mais belas tradições da literatura popular brasileira.

🖋 Crônicas e reflexões — textos que abordam a vida, a cultura, a fé e o cotidiano.

Nosso propósito é reunir diferentes estilos literários em um mesmo espaço, valorizando a criatividade e a diversidade de vozes.


Um espaço para novos autores

O Clube dos Bestsellers também foi criado pensando nos escritores que desejam divulgar seus textos e compartilhar suas obras com novos leitores.

Se você é autor e deseja apresentar seu trabalho, o blog possui um espaço especial para receber textos de colaboradores.

Acreditamos que muitas histórias merecem ser contadas e que cada autor possui uma voz única que pode enriquecer o universo da literatura.


Participe dessa comunidade literária

Se você ama literatura, seja como leitor ou escritor, este espaço também é seu.

Aqui acreditamos que a literatura é construída coletivamente, através do encontro entre autores, leitores e ideias.

📚 Se você escreve, convidamos você a compartilhar seus textos conosco.

Para saber como participar, visite a página Publique Conosco aqui no blog.


Uma jornada que está apenas começando

O Clube dos Bestsellers  nasce com o sonho de se tornar um espaço onde a literatura possa crescer, inspirar e conectar pessoas através das palavras.

Cada texto publicado aqui é um passo nessa jornada.

Esperamos que você caminhe conosco.


Clube dos Bestsellers — onde novas vozes encontram espaço para serem ouvidas

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026


 

Te conhecer

Foi num acaso improvável, um acidente ocasional,
ou o destino guardava nosso encontro temporal?
Não sei ao certo dizer,
mas o roteirista, com seu script, já revelava as cenas futuras.

A protagonista — ou talvez coadjuvante —
a contracenar, cruzava nossas vidas sem esperar.
Foi um toque perdido no vento,
uma ligação certeira no tempo.

Então ouvi tua voz.

Meiga e gentil, jovial e bela,
como uma aquarela a melodiar.

Era você.

Não era apenas uma voz ou uma percepção:
era você, minha amiga do coração.
Nossas vidas, em harmonia,
desenvolviam no coração uma bela história,
digna de conto em composição.

A tinta e o papel soluçavam e sorriam
a cada linha escrita dessa relação.
Foram tempos difíceis e momentos de alegria.
Acompanhei em espírito tuas dores e conquistas.

Tua trajetória de fé e evolução,
tua genealogia em progressão.

Então veio o Gustavo —
que satisfação, que alegria!

O tempo passou, e nossa cumplicidade revelou
que é possível uma verdadeira relação
além das faces e dos apertos de mão.

Te conheço sem ter te visto,
mas te conheço como poucos.
Sou teu anjo,
sou teu amigo imaginário,
sou teu amigo de verdade.

Sou eu
e você.


Daviel Campos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

MADEIRO

 



Madeiro.


Disse Ele a declamar aos perdidos, num sussurro pacífico o lírico bendito a cantar.


Sou eu,  disse a cantarolar 

“Vinde a mim todos os cansados e oprimidos” 


Sou eu quem te digo, “em mim acharás abrigo” 

Sou fonte que sacia o faminto, liberto do exílio e alegro o contrito.


Sou o caminho para corações perdidos, guiar de nômades e peregrinos. sou teu pai e teu amigo. 


No madeiro me entreguei, minha vida como bálsamo derramei, em minha lápide te salvei.


Não demores a vir, pois breve virei para buscar os meus a quem resgatei.

 Sou Jesus Cristo, sou teu Rei.





Autor: Daviel Campos 


domingo, 2 de novembro de 2025

Efêmera ilusão

 

 Vivi a vida com gratidão, cada minuto com emoção, erros e acertos, conquistas e anseios no coração. 

Cada instante vivido, em busca de sentido a desbravar, razões e incertezas conquistas e tristezas a declarar.

Amores e ilusões,feridas e paixões em vida a forjar, tenho muito a lamentar nas memórias póstumas revelar as contradições 

Errei sem lamentar, aceitei sem recordar as tentativas de encontrar justiça e contemplação, fui injustiçado sem razão na tentativa de acertar 

E o tempo agora está nas memórias a julgar minha efêmera extinção, só lamento em deixar a saudade a tragar os que levei para o caixão.

Mas no fim posso dizer, o dom da vida é viver, em seu senhor se proteger da eterna perdição e a salvação galardoar 

Me disperso por enquanto, aguardando nosso encontro quando a morte te buscares, e na lápide descansares do cansaço e pesar.



Autor: Daviel Campos 




















sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Feliz dia da poesia

 

Poetas


O poeta é um mistério,

Como caixa de Pandora,

Cada verso produzido

Revela sua história,

E também o seu cantar,

Com sua pena inspirada

A sorrir e a chorar.


Encantador de corações,

Faz mover as emoções

No coração entristecido,

Mata a tristeza e doa

Sorriso, alegra o dia

Do oprimido, como canção

Aos ouvidos.


E fonte inesgotável

De sentimento, reproduz

O seu lamento, arrebenta

As emoções, faz abrir

Os corações em cada palavra

Escrita, sua verdade

Infinita ressuscita

A vida dos que jazem na solidão.


É um vulcão, uma enciclopédia

De emoção, dicionário

De paixão, mestre das palavras,

Sua mão é uma navalha

A lapidar a pedra bruta,

É seu dever e sua labuta

Revelar sua cultura

Para as próximas gerações.


É doutor das ilusões,

Maestro das canções,

Domador dos corações,

Suas faces a revelar

Sua verdadeira missão,

Com seu dom a declamar:

"Sou um poeta, irmão."



Autor: Daviel campos 



terça-feira, 28 de outubro de 2025

Olhar

 


Espelho de mim a revelar máscaras em decadência, fase em consequências, efêmera ilusão.
Sou um reflexo em progressão , uma miragem em distorção utopia da percepção.
Farol na escuridão oculta multidão das almas a vaguear sem direção.
E o eu em projeção a sucumbir em ilusões despertou seu olhar.
Eu sou a luz do mundo, quem está em mim não andará em trevas.
um olhar 
Sem acepção 
Olhou-me e agora vejo.
Autor: Daviel Campos 

Lamento




Ecos em silêncio a amplificar suas incertezas em comoção. Imagem desfocada de ilusão a projetar sua face desnuda no olhar.

Lamento.

Silêncio e sussurros a declamar um ode queixas e incertezas a torturar.

Clemência, escutem!

De onde me virá o socorro? Minha alma abatida está! Na sepultura me esperam, quem irá livrar-me?

O silêncio a contemplar a resposta dos montes dirá.
É dos montes meu socorro
É dos montes que meu socorro virá.

Seus ouvidos a contemplar minhas angústias e lamentações para que possa enxergar sua face a me olhar e saber que não estou só.

Pois escrito está,

Estou convosco até à consumação dos séculos.

Autor: Daviel Campos

sexta-feira, 24 de outubro de 2025


Poema

 Olívia — Élaa

És fonema lírico, em ode a cantar suas raízes latinas,
a revelar sua essência pacífica.
És a harmonia escrita a projetar sua identidade natural;
és, do grego eláa — da oliveira —, símbolo de serenidade e paz.
És, do fruto, o azeite suave, cítrico;
és juventude e graça imortal.
És sabedoria a guiar a eternidade alcançada,
antítipo da graça revelada.
És oliveira brava a enxertar ramos estranhos, a acomodar,
em seus galhos, a esperança dos andarilhos.
És caminho
a trilhar em metáforas,
verdade a declarar sua graça.
És personificação geométrica em rubrica,
compasso elegante na música,
és pura, Élaa.
És vida a doar,
fonte a saciar,
comida a fartar,
és salvação a contemplar.
És Cristus.

sábado, 4 de outubro de 2025

Viril

 


macho, viril

Viril

Natureza implacável em extinção,

Virilidade ameaçada em progressão.

Metamorfose em eclosão a decadência viril

Efêmera visão progressista em evolução, antítese da razão.

Macho, macho concessão.

Macho marginal, diz o relativo imoral

Machismo, machismo berram os pulmões,

Pseudo ilusões intransigentes a construir sua imagem decadente de natureza viril.

Homem, alfa, viril em declínio.

Delicado sem potência, extrato fraco do que foi.

Fraqueza, fraqueza esgotada do real é o que sobrou,

E a virilidade na lápide descansou.

Machos ressuscitem!


Autor: Daviel Campos

Canhoto




Canhoto

Antagônico as sinapses racionais, dislexo a realidade fundamentais, dautonico as percepções morais

Utopia indesejável para si, intransigentes a outros

Igualdade, igualdades, contraste ,contrastes.

Pensamento uníssono aos iguais, unanimidade em monopólio gerais.

Discordar heresia, indisciplina apostasia sob pena de foice sem compaixão.

Viva a revolução,

Viva a revolução.

Que revolução? Invasão privada, sem custo do suor, vítimas injustiçadas sob a pena da toga.

Liberdade de expressão, arte nas mãos de quem não produz pelas veias inerentes.

Cultura da barganha Rouanet de milhões aos porões, lixos de produções.

Canhoto ilusão em contraste razão do eu.

Quem sou?



Autor: Daviel Campos

terça-feira, 8 de julho de 2025

Esperançar

 

Esperançar

Esperançar


Quando virá?

O ponteiro apressado anuncia

que pouco tempo me resta.

Quando chegares,

serei eu jovial

ou as cãs revelarão

o lenitivo da esperança?


O tempo dirá!


Quando enfim chegar,

encontrarás consciência

ou memórias a testemunhar

minha espera?

Se cedo ou tarde a esperançar,

tu dirás.


Assim vivo,

a cada ponteiro pretérito

vislumbro o futuro

sem murmúrio, a aguardar.

Que o dia será

a recompensa de contemplar

tua chegada.


Então dirás:

A esperança é mais que esperar,

é esperançar.


Esperançarei, a esperar tua chegada.

Jesus. 



Autor; Daviel Campos 


segunda-feira, 9 de junho de 2025

Tucuns - O Primeiro Gueto de Parnaíba: Uma Jornada pela História e Cultura da Cidade.

 

Tucuns


Olá, amigos escritores e entusiastas das letras! É com muito orgulho e satisfação que compartilho um momento marcante da história e cultura do Piauí, por meio do projeto "Tucuns - O Primeiro Gueto de Parnaíba", dos autores e produtores Léo Mendes (pedagogo e produtor cultural), Andrade Xan (produtor e editor) e Felipe Lopes (produtor cultural, coreógrafo e ator). Apresentado no Cine Mar, no Museu do Mar do Delta do Parnaíba, onde foi realizado um evento de grande importância para o reconhecimento artístico e cultural da cidade, destacando a riqueza da cultura piauiense e a criatividade de seus artistas. Espero que apreciem o projeto!

A preservação da história e cultura é fundamental para a manutenção da identidade de um povo. A história de uma comunidade é um reflexo de suas experiências, lutas e conquistas, e é através da preservação dessas memórias que podemos entender melhor quem somos e onde estamos.

A cultura, por sua vez, é um conjunto de valores, crenças e práticas que definem a forma como uma comunidade se relaciona com o mundo ao seu redor. É através da cultura que expressamos nossa identidade e nos conectamos com nossos antepassados e com as gerações futuras.

No caso da comunidade ribeirinha do Bairro São José, em Parnaíba, Piauí, a preservação da história e cultura é especialmente importante. A luta e resistência dessa comunidade são um exemplo inspirador de como a união e a determinação podem superar obstáculos e alcançar conquistas. A exemplo disso, foi o Cine Mar, cinema piauiense, que sediou recentemente entre os dias 3-7 a exibição do documentário "Tucuns - O Primeiro Gueto de Parnaíba", um filme que narra a história de luta e resistência da comunidade ribeirinha do Bairro São José, em Parnaíba, Piauí. Produzido pela Espaço Ghetto Arte e Cultura, o documentário foi premiado como Melhor Roteiro Original e oferece uma visão poderosa sobre a cultura e a representatividade cabocla e caiçara.

Delta do Parnaíba

Com uma duração de 31 minutos e 10 segundos, o filme é indicado para todas as idades e apresenta a história da comunidade através dos olhares de seus protagonistas. A equipe de produção é composta por Léo Mendes, Andrade Xan e Felipe Lopes, que trouxeram suas experiências e habilidades únicas para criar esse documentário impactante.

A exibição do filme no Cine Mar é uma oportunidade para que o público piauiense se conecte com a história e a cultura da comunidade ribeirinha do Bairro São José, e reconheça a importância da representatividade e da luta por direitos sociais.

Gostaríamos de parabenizar aos vencedores do projeto, Léo Mendes, Andrade Xan e Felipe Lopes, por preservarem a história de Parnaíba por meio da arte audiovisual. Seu trabalho é um exemplo inspirador de como a criatividade e a paixão podem contribuir para a preservação da memória cultural de nossa cidade.


Produtores

Também gostaríamos de agradecer ao escritor e ator Ivan Araújo por ter cedido as imagens do evento, permitindo que a história da comunidade ribeirinha do Bairro São José seja compartilhada com um público mais amplo.

 Gostaríamos de agradecer a todos que acompanharam o lançamento do projeto "Tucuns - O Primeiro Gueto de Parnaíba" e esperamos que tenham gostado de conhecer mais sobre a história e cultura de Parnaíba. Se você gostou do projeto, não hesite em compartilhar este post com seus amigos e familiares e deixar um comentário em nossa página.

 

Para conhecer mais sobre a história de Parnaíba e o trabalho dos produtores, siga-os em suas redes sociais:

 

- Instagram:

@meuladoleomendes

@ghetto.espaco

@lopes.flipe

@andrade_xan


Compartilhe o post e ajude a difundir a cultura piauiense! #Tucuns #Parnaíba #CulturaPiauiense #História #Arte #Música

 Até mais!...

Vozeslocais.


segunda-feira, 26 de maio de 2025

Hoje 26/05 é o dia nacional do sanfoneiro. Para homenagear essa data eu apresento:

 

Evandro de Paiva Lima



Evandro de Paiva Lima
Mestre do forró e da rima
Ou simplesmente “ceguim”
Com sua sanfona inquieta
Fez forró animou a festa
Sanfoneiro de Camocim
II
51 foi o ano
Data certa, não me engano
Em 17 de janeiro
Pra terra Deus enviava
E em Camocim chegava
Esse grande Sanfoneiro
III
Com a sua veia musical
De'uma maneira formal
Dedilhou um violão
Não alcançou objetivo
Mas esse não foi motivo
Da música, desistiu não.
IV
Aos 12 anos de idade
Com garra e muita vontade
Conheceu o vialejo
Seu pai muito o incentivou
Uma sanfona comprou
Pra animar o sacolejo
V
D. Laura e Pedro Lima
Davam a nota e a rima
Foram os seus pais amados
O incentivaram a tocar
Começou também cantar
Forró baião e xaxado
VI
Tinha 15 anos de idade
Para falar a verdade
Começou a sua missão
Tornou-se grande sanfoneiro
Alegrando o povo inteiro
Em toda a nossa região
VII
O forró foi sua cachaça
Sempre feliz achando graça
Seu estilo tradicional
Com seu forró pé de serra
Levantou poeira da terra
Sanfoneiro regional
VIII
Gonzagão foi o seu mestre
Nesse torrão do agreste
Sua sanfona é conhecida
Na região reverenciado
Pagode xote e xaxado,
O forró foi sua vida
IX
Patrimônio da cidade
Evandro foi sumidade
Por todos é venerado
A sua velha companheira
A sanfona sua esteira
Sanfoneiro bom arretado
X
Desde criança ouvi
O seu tempo eu vivi
Gravado em meu coração
Grande poeta e cantor
Artista e compositor 
De uma grande expressão
XI
Sua alegria transmitiu
Dançante algum resistiu
Quando ouviam sua voz
Suas canções do passado
Deixou povo emocionado
Foi um alívio para nós
XII
Granja Barroquinha Chaval
Na serra e região central
Levou seu forrobodó
Ele tocou com alegria
Seu regional com maestria
Baião, xaxado e forró
XIII
No vale do Acaraú
Na serra de Coreaú
Todo nosso litoral
Onde ele ia tinha forró
Poeira levantava pó
Do anoitecer ao matinal
XIV
Fez parte do Embalo Jovem
O forró cumpriu sua ordem
Tá contido em sua vida
Na sua longa trajetória
Bem rica e cheia de glória
Figura demais conhecida
XV
Evandro cantou o sertão
Exaltou nossa região
Com forró e vaquejada
Com sua sanfona sedenta
Sem limite, barulhenta,
Inquieta e bem afinada
XVI
15 músicas preparadas
Prontas para serem gravadas
Todas de sua autoria
Não teve oportunidade
Essa é a grande verdade
Da terra não tem valia
XVII
Maria Zélia o enamorou
E com ela se casou
E tiveram quatro filhos
Três homens e uma menina
Foram remédios, vacina
Enfeite com muitos brilhos
XVIII
A sanfona foi sua vida
Deu-lhe sustento e guarida
Do seu corpo foi pedaço
Fez parte da sua alma
Seu som reflete e acalma
Desmancha qualquer mormaço
XIX
Com o seu óculos escuro
Ele viu todo obscuro
Enxergava muito além
A sua voz tinha clareza
E nos trouxe uma certeza
Melhor que ele não tem
XX
Com o seu dom natural
O seu talento musical
Teve origem de nascença
Tocou com o coração
Por meio de cada canção
Traduziu o que povo pensa
XXI
Sem uso da claridade
Nosso Evandro na verdade
Com equilíbrio e calma
Sua visão do interior
Clareou qualquer torpor
Iluminou a sua alma
XXII
Sem visão desde nascença
Um compositor que pensa
Com letras inteligentes
Com seu velho acordeom
No forró foi muito bom
Alegrando toda gente.

Joabnascimento
Camocim-CE 23/12/17
D.A.R. Lei 9610/98












    

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Daniel Lima e o legado artístico de Alzira Viana de Sousa Lima e Mané Lima

 Olá, pessoal! Sejam bem-vindos! Hoje tenho o prazer de conversar com Daniel Lima.

Danilo Lima

 È um prazer conhecer você e saber mais sobre sua família e sua trajetória. Você vem de uma família de grandes talentos literários e artísticos, e é incrível ver como você está seguindo os passos de seu pai e tio, Arievaldo Vianna e Klevisson Vianna.

Arievaldo Vianaklévisson Viana

A literatura de cordel é uma parte importante da cultura brasileira, e é fantástico ver como você está contribuindo para essa tradição com seus próprios trabalhos de cordel e pesquisas. Seu TCC sobre o cordel do nordeste como ferramenta auxiliar na didática geográfica é um exemplo disso.


Danilo lima

O projeto "Joao e Maria na casa de Rapadura" é um exemplo incrível de como você está recontando clássicos infantis de uma maneira regional e autêntica. A parceria com Raquel Silva e o desenvolvimento do formato "CORDRINHO" são também muito interessantes.

Você é um exemplo de como a literatura e a arte podem ser transmitidas de geração em geração, e como podemos contribuir para a preservação e a promoção da cultura brasileira.

Agradeço você Daniel, por conceder esta entrevista e compartilhar sua trajetória literária conosco. Sua contribuição é fundamental para enriquecer nosso espaço literário e inspirar outros escritores e leitores.

 

Então Daniel nos diga:  

 

1.    Como você acha que a sua formação familiar e a influência de seu pai e tio, Arievaldo Vianna e Klevisson Vianna, contribuíram para o seu interesse pela literatura de cordel?

R.  Essa influência familiar vem desde os meus bisavôs, Alzira Viana de Sousa Lima e Mané Lima. Meu pai e meus tios, por exemplo, foram alfabetizados principalmente com o suporte da Bíblia e de um punhado de cordéis — a literatura comum dos sertanejos daquela época, por volta de meados da década de 1970.

Em seguida, tivemos a influência marcante do meu avô, Evaldo Lima, que ainda está presente entre nós e conserva uma memória de elefante. Ele costuma recitar poesias e cantorias que lembra de cabeça desde a infância, desde a época em que as ouviu pela primeira vez.

Além disso, fui influenciado pelos meus tios e pelo meu pai, que sempre estiveram presentes na ocupação de espaços culturais voltados à manutenção e preservação da literatura de cordel. Lembro-me de, ainda muito criança, já estar atento às declamações e às rodas de conversa entre poetas nos eventos culturais.

2. Você mencionou que seu TCC foi sobre o cordel do nordeste como ferramenta auxiliar na didática geográfica. Pode nos contar mais sobre como você vê a relação entre a literatura de cordel e a geografia?

R. A Literatura de Cordel é um meio de comunicação universal e, durante o século XX, foi um aliado poderoso na difusão de informações e notícias, principalmente entre as camadas mais pobres da população. Acredito que o cordel tem uma forte relação com a Geografia, mas não se restringe somente a esse campo científico.

Em um trecho do cordel Acorda Cordel na Sala de Aula, o meu pai, Arievaldo Vianna, destaca:


"O cordel contém ciência,

Matemática, astrologia,

Noções de física, gramática,

De história e geografia.

Em linguagem popular,

O cordel pode narrar

Tudo isso em poesia."


Ainda sobre o meu TCC, a dinâmica consiste, a priori, em realizar um resgate de uma breve história dessa literatura. Posteriormente, será realizada uma oficina ensinando os elementos primordiais na construção de um cordel — métrica, rima e oração. Em seguida, elaboramos uma declamação do cordel escolhido para buscar compreender os fenômenos de ordem geográfica presentes nele.

Como exemplo, trabalhei O Quinze em Cordel, uma releitura do clássico da escritora cearense Rachel de Queiroz, escrita em formato de cordel pelo escritor e professor doutor Stélio Torquato. Em O Quinze, é possível entender a dinâmica da seca, os elementos geográficos pertinentes ao sertão cearense e os fenômenos de ordem migratória, sob uma ótica mais sensível e realista.

3. Seu projeto "Joao e Maria na casa de Rapadura" é uma releitura do clássico infantil ambientado em um contexto regional. O que inspirou essa adaptação e como você acha que ela pode contribuir para a preservação da cultura nordestina? 4. Você desenvolveu o formato "CORDRINHO" em parceria com Raquel Silva. Pode nos contar mais sobre como surgiu essa ideia e como você vê o futuro desse formato?

R. 3-4 RESPOSTAS:  O projeto e a ideia de recontar histórias, adaptando-as a uma realidade mais próxima da nossa, foram idealizados pela ilustradora e autora Raquel Silva, que também criou o Cordrinho, o folheto de cordel em formato de quadrinhos.

A Raquel chegou até mim com um esboço do roteiro e me deu liberdade de criação — e o resultado disso foi incrível! Esse trabalho já viajou até São Paulo, onde foi lançado na XVII edição da Bienal do Livro de São Paulo; posteriormente, foi apresentado em Natal, no Ciclo Natalense de Cordel; e agora, na XV edição da Bienal do Livro de Fortaleza, trouxemos a versão final. E olha, ficou um trabalho incrível — eu mesmo me emocionei ao ver essa versão final pronta.

Quanto ao futuro do Cordrinho, tanto eu quanto Raquel temos muita esperança e diversos planos para a construção de novas histórias e oficinas. Tanto o quadrinho quanto o cordel têm esse poder de cativar o jovem, a criança e o adulto — e a junção dos dois não poderia ser diferente!

Queremos que o Cordrinho, assim como o tradicional folheto de cordel, seja algo economicamente acessível ao público. Nosso objetivo é manter a estética do folheto — e é justamente isso que diferencia o Cordrinho dos Quadrinhos de Cordel que já existem atualmente: o formato e a sequência de quadrinhos soltos.

Acreditamos que contar histórias em formato de cordel, dessa maneira, ilustrada e com uma pegada mais jovem, possa ser mais atrativo ao público na atualidade, é difícil competir com as tecnologias, com o “Playstation” e com o “TIKTOK”, mas enquanto escritores e idealizadores da arte, não podemos fugir a luta, e sim buscar alternativas que sejam mais atrativas e divertidas, a ideia, além de contar a história, seria também inspirar os alunos e o público a construir o seu próprio CORDRINHO, tenho certeza que tanto para Raquel como para mim, será muito gratificante ver alguém adotar essa nossa ideia.

5. Como você acha que a literatura de cordel pode ser utilizada para promover a cultura brasileira e inspirar novos leitores?

R. A literatura de cordel, apesar de ser uma literatura escrita, tem tradicionalmente uma forte herança oral, vinda do trovadorismo e do repente. Ou seja, o cordel é escrito dentro da métrica justamente para que possa ser cantado e contado de uma forma rimada e agradável aos ouvidos.

Acredito que o cordel possui dois elementos que são chave para inspirar novos leitores. O primeiro é que o cordel é uma leitura "rápida" — rápida no sentido de não ser maçante. Os cordéis costumam ter entre 8, 16 ou 32 páginas. Alguns livros podem contar com mais páginas e estrofes, mas é uma literatura que se pode ler em questão de minutos ou poucas horas. Isso é interessante para quem ainda não desenvolveu o hábito da leitura mais densa, pois começar por histórias curtas pode ser o primeiro passo para cultivar esse hábito.

O segundo ponto é a declamação e a beleza presente na rima, que prendem o leitor ou o espectador, despertando o interesse em acompanhar a história até o final.

6. Você é professor de geografia e também escritor de cordel. Como você equilibra essas duas paixões e como você acha que elas se complementam?

R. Sim, Daviel, sou professor de Geografia. Já lecionei para turmas do Ensino Fundamental, Ensino Médio e também para o EJA (Educação de Jovens e Adultos). A educação é um desafio constante para qualquer profissional que se compromete em levar às novas gerações metodologias de ensino ativas e eficazes.

O cordel é sempre um sucesso. Sempre que o levo para minhas aulas, os alunos se encantam. É preciso zelo e cuidado na escolha de um bom cordel, que tenha rima, métrica e oração. Esse olhar criterioso para a seleção do material se desenvolve com leitura e estudo.

O livro escrito pelo meu pai, Acorda Cordel na Sala de Aula, é um material sensacional e foi meu livro de cabeceira durante a produção do meu TCC por muito tempo.

7. Qual é o seu próximo projeto literário e como você acha que ele vai contribuir para a literatura de cordel?  Quem é seu maior ídolo na literatura de cordel e por quê?

R. O meu próximo projeto vem sendo elaborado desde 2024 e se chama Coletânea Cordéis do Futuro. Essa coletânea irá trazer narrativas que criticam o avanço da tecnologia e seus impactos na saúde mental e comportamental da sociedade.

A obra é inspirada em casos de ficção científica, um gênero do qual gosto demais. Este projeto pretende apresentar críticas sutis à sociedade atual. Muitos hábitos que temos desenvolvido e reproduzido são silenciosos — e também adoecedores. Para quem ficou interessado, em Julho na Caixa Cultural em Fortaleza Ceará, teremos a feira do cordel brasileiro, procurem o instagram da Tupynankim editora e fiquem por dentro de novas informações sobre esse evento que vai ser formidável.

O burnout, por exemplo, o excesso de trabalho e a velocidade com que recebemos informações têm adoecido cada vez mais a nossa população. Como sujeito inquieto que sou, senti a necessidade de trazer essas reflexões em formato de cordel.

8. Você considera que suas obras são uma forma de levar para a próxima geração o legado artístico de sua família, em especial seu pai e tio? Como você acha que pode contribuir para a preservação desse legado?

R. Eu ainda tenho muito a percorrer como autor, Daviel, mas é muito gratificante e realizador perceber que, a cada projeto e a cada trabalho, a minha escrita melhora. Para chegar ao nível do meu pai, Arievaldo Vianna, e do meu tio, Klevisson Vianna, ainda tenho que comer muito feijão com arroz — kk.

Mas, ao longo dessa trajetória, muitas pessoas têm me ajudado a crescer. Destaco os colegas de arte Rouxinol do Rinaré e seu irmão, Evaristo Geraldo, além de Patrick Lima e sua companheira e amiga Jullie Oliveira, que foram meus padrinhos e professores de métrica. Também cito outros nomes importantes, como Rafael Brito, Alberto Perdigão e Ione Severo — pessoas que sempre estão perseverando e contribuindo com meu crescimento, tanto pessoal quanto artístico.

9. O que a literatura representa para você? É uma paixão, uma forma de expressão, uma maneira de contar histórias ou algo mais?

R. Eu sempre utilizei a literatura como forma de expressão pessoal. Me considero uma pessoa extrovertida, mas tenho dificuldade para abordar certos assuntos íntimos, até mesmo com as pessoas mais próximas a mim.

Desde muito jovem, busquei nas crônicas e na poesia uma forma de desabafar, de colocar para fora o que me incomoda ou me inquieta. Quando comecei a escrever cordel — e sempre que sento, atualmente, para escrever — é estranho, mas sinto como se meu pai estivesse ali ao meu lado, me auxiliando, me dando conselhos e até alguns sermões para corrigir.

Ele era um cara muito caprichoso, e eu busco levar esse mesmo cuidado para os meus trabalhos também.

10. Qual é a sua fonte de inspiração para criar suas obras de cordel? Você se inspira em pessoas, lugares, experiências ou algo mais?

R. A minha principal fonte de inspiração, eu diria, está no meu eu superior. Sou católico, e sempre que vou escrever minhas histórias, medito e peço inspiração a Deus para narrar, nos meus versos, algo que possa ser positivo e impactante na vida das pessoas que leem.

A segunda inspiração vem da empatia. Eu diria que todo artista de verdade, antes de tudo, é um ser empático — alguém que transforma sentimentos em palavras. Essa empatia faz com que a visão de mundo se torne mais aguçada, e a escrita leva essa visão refinada ao outro.

A arte tem esse dom e esse papel: o de encantar, de renovar e de ensinar ao leitor.


11 Qual é o seu livro favorito de cordel e por quê?

R. Dos clássicos, o meu favorito é, sem dúvidas, As Proezas de João Grilo, de João Ferreira de Lima — um cordel lançado no início do século passado e que, até hoje, perdura entre todas as gerações.

Entre os contemporâneos, gosto muito de O Velho Testamento Segundo Zé Limeira, do meu pai, Arievaldo Vianna. Mas também sempre me divirto com a leitura de clássicos como O Romance do Pavão Misterioso e os cordéis de Leandro Gomes de Barros, como Juvenal e o DragãoO Soldado JogadorO Testamento do CachorroO Cavalo que Defecava Dinheiro, entre outros.


12  Se você pudesse colaborar com qualquer outro artista ou escritor de cordel, quem seria e por quê?

R. Ainda quero fazer um cordel com o meu tio Klevisson Vianna, mas não por ser somente o meu tio, mas porque temos a verve humorística muito parecida, também gostaria de fazer um trabalho junto ao Costa Barros, ilustrador e xilogravurista residente na cidade de Quixadá, e um dos meus sonhos é ter um livro ilustrado pelo BACARO ou pelo Pablo Borges, acompanho o trabalho desses caras no instagram, e é a arte deles me cativam, sem contar que levam em si o legado do pai, algo que também faço.

13. Qual é o conselho que você daria para jovens escritores de cordel que estão começando?

R. O começo nunca é fácil sabe Daviel? Escrever é um desafio, mas é também um habito, eu diria que a internet tem seus malefícios, tem! Mas também te da uma visibilidade grande, é uma janela, uma ferramenta que se usada de maneira inteligente, pode te abrir grandes portas, eu diria que o importante é começar, frequentar feiras e espaços literários ligados ao cordel, fazer amizades e contatos, saber ouvir as criticas, e principalmente! ESTUDAR, e ser humilde para reconhecer e ouvir o conselho dos mestres dessa literatura, os mestres cordelistas e a vanguarda da geração passada são criteriosos e com toda razão, se não tem métrica, não tem rima e não tem oração, desconfigura todo o gênero literário fazendo com que o cordel na sua essência não seja bem representado.

Muito obrigado Daniel Lima por compartilhar conosco sua história e experiências. Foi um prazer enorme ter você conosco!

 A todos os nossos leitores, queremos agradecer pela companhia e pelo interesse em nossa entrevista.

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DANILO ­— Pessoal segue nas minhas redes sociais para conhecer mais sobre o meu trabalho, o meu instagram pessoal é @dannielyehudi e o meu instagram comercial é @acorda_cordel. 

Ficou cuiroso para conhecer o meu trabalho? Basta seguir, ainda estou nesse desafio de alimentar melhor as redes sociais e vender o meu peixe de forma virtual, confesso que tenho esse problema, mas tenho grandes projetos paras mídias sociais em breve!

 

Abraço.

 

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Até logo

domingo, 11 de maio de 2025


Dia das mães

 Você é a peça mais rara

No acervo de Deus a pérola Mais cara

 

 Vida e amor

Em sua mais perfeita Definição

 

Sangue e nervos

Da figura De um coração

 Queria que a eternidade

Com sua bondade Brindasse

 

Minha rainha e senhora

 Porque pra mim Pode acabar o mundo

 Quando você ir embora

 

O cuidado é sem limites

 O amor que não tem fim Ralha e briga

 Quando faço coisa ruim Porém me abraça

 

E nunca esquece de mim

 Você que na minha opinião Será sempre a melhor

Sem diminuir as outras Que receberam o dom maior

 

 Hoje portanto venho

 Com esse poema dizer

Que pra quem ainda tem mãe Deve muito agradecer

Porque a vida termina Pro sujeito que vê Sua mãezinha morrer

 Dedico às todas as mães

 Em especial à minha

 

 By Ivan Araújo