Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Daniel Lima e o legado artístico de Alzira Viana de Sousa Lima e Mané Lima

 Olá, pessoal! Sejam bem-vindos! Hoje tenho o prazer de conversar com Daniel Lima.

Danilo Lima

 È um prazer conhecer você e saber mais sobre sua família e sua trajetória. Você vem de uma família de grandes talentos literários e artísticos, e é incrível ver como você está seguindo os passos de seu pai e tio, Arievaldo Vianna e Klevisson Vianna.

Arievaldo Vianaklévisson Viana

A literatura de cordel é uma parte importante da cultura brasileira, e é fantástico ver como você está contribuindo para essa tradição com seus próprios trabalhos de cordel e pesquisas. Seu TCC sobre o cordel do nordeste como ferramenta auxiliar na didática geográfica é um exemplo disso.


Danilo lima

O projeto "Joao e Maria na casa de Rapadura" é um exemplo incrível de como você está recontando clássicos infantis de uma maneira regional e autêntica. A parceria com Raquel Silva e o desenvolvimento do formato "CORDRINHO" são também muito interessantes.

Você é um exemplo de como a literatura e a arte podem ser transmitidas de geração em geração, e como podemos contribuir para a preservação e a promoção da cultura brasileira.

Agradeço você Daniel, por conceder esta entrevista e compartilhar sua trajetória literária conosco. Sua contribuição é fundamental para enriquecer nosso espaço literário e inspirar outros escritores e leitores.

 

Então Daniel nos diga:  

 

1.    Como você acha que a sua formação familiar e a influência de seu pai e tio, Arievaldo Vianna e Klevisson Vianna, contribuíram para o seu interesse pela literatura de cordel?

R.  Essa influência familiar vem desde os meus bisavôs, Alzira Viana de Sousa Lima e Mané Lima. Meu pai e meus tios, por exemplo, foram alfabetizados principalmente com o suporte da Bíblia e de um punhado de cordéis — a literatura comum dos sertanejos daquela época, por volta de meados da década de 1970.

Em seguida, tivemos a influência marcante do meu avô, Evaldo Lima, que ainda está presente entre nós e conserva uma memória de elefante. Ele costuma recitar poesias e cantorias que lembra de cabeça desde a infância, desde a época em que as ouviu pela primeira vez.

Além disso, fui influenciado pelos meus tios e pelo meu pai, que sempre estiveram presentes na ocupação de espaços culturais voltados à manutenção e preservação da literatura de cordel. Lembro-me de, ainda muito criança, já estar atento às declamações e às rodas de conversa entre poetas nos eventos culturais.

2. Você mencionou que seu TCC foi sobre o cordel do nordeste como ferramenta auxiliar na didática geográfica. Pode nos contar mais sobre como você vê a relação entre a literatura de cordel e a geografia?

R. A Literatura de Cordel é um meio de comunicação universal e, durante o século XX, foi um aliado poderoso na difusão de informações e notícias, principalmente entre as camadas mais pobres da população. Acredito que o cordel tem uma forte relação com a Geografia, mas não se restringe somente a esse campo científico.

Em um trecho do cordel Acorda Cordel na Sala de Aula, o meu pai, Arievaldo Vianna, destaca:


"O cordel contém ciência,

Matemática, astrologia,

Noções de física, gramática,

De história e geografia.

Em linguagem popular,

O cordel pode narrar

Tudo isso em poesia."


Ainda sobre o meu TCC, a dinâmica consiste, a priori, em realizar um resgate de uma breve história dessa literatura. Posteriormente, será realizada uma oficina ensinando os elementos primordiais na construção de um cordel — métrica, rima e oração. Em seguida, elaboramos uma declamação do cordel escolhido para buscar compreender os fenômenos de ordem geográfica presentes nele.

Como exemplo, trabalhei O Quinze em Cordel, uma releitura do clássico da escritora cearense Rachel de Queiroz, escrita em formato de cordel pelo escritor e professor doutor Stélio Torquato. Em O Quinze, é possível entender a dinâmica da seca, os elementos geográficos pertinentes ao sertão cearense e os fenômenos de ordem migratória, sob uma ótica mais sensível e realista.

3. Seu projeto "Joao e Maria na casa de Rapadura" é uma releitura do clássico infantil ambientado em um contexto regional. O que inspirou essa adaptação e como você acha que ela pode contribuir para a preservação da cultura nordestina? 4. Você desenvolveu o formato "CORDRINHO" em parceria com Raquel Silva. Pode nos contar mais sobre como surgiu essa ideia e como você vê o futuro desse formato?

R. 3-4 RESPOSTAS:  O projeto e a ideia de recontar histórias, adaptando-as a uma realidade mais próxima da nossa, foram idealizados pela ilustradora e autora Raquel Silva, que também criou o Cordrinho, o folheto de cordel em formato de quadrinhos.

A Raquel chegou até mim com um esboço do roteiro e me deu liberdade de criação — e o resultado disso foi incrível! Esse trabalho já viajou até São Paulo, onde foi lançado na XVII edição da Bienal do Livro de São Paulo; posteriormente, foi apresentado em Natal, no Ciclo Natalense de Cordel; e agora, na XV edição da Bienal do Livro de Fortaleza, trouxemos a versão final. E olha, ficou um trabalho incrível — eu mesmo me emocionei ao ver essa versão final pronta.

Quanto ao futuro do Cordrinho, tanto eu quanto Raquel temos muita esperança e diversos planos para a construção de novas histórias e oficinas. Tanto o quadrinho quanto o cordel têm esse poder de cativar o jovem, a criança e o adulto — e a junção dos dois não poderia ser diferente!

Queremos que o Cordrinho, assim como o tradicional folheto de cordel, seja algo economicamente acessível ao público. Nosso objetivo é manter a estética do folheto — e é justamente isso que diferencia o Cordrinho dos Quadrinhos de Cordel que já existem atualmente: o formato e a sequência de quadrinhos soltos.

Acreditamos que contar histórias em formato de cordel, dessa maneira, ilustrada e com uma pegada mais jovem, possa ser mais atrativo ao público na atualidade, é difícil competir com as tecnologias, com o “Playstation” e com o “TIKTOK”, mas enquanto escritores e idealizadores da arte, não podemos fugir a luta, e sim buscar alternativas que sejam mais atrativas e divertidas, a ideia, além de contar a história, seria também inspirar os alunos e o público a construir o seu próprio CORDRINHO, tenho certeza que tanto para Raquel como para mim, será muito gratificante ver alguém adotar essa nossa ideia.

5. Como você acha que a literatura de cordel pode ser utilizada para promover a cultura brasileira e inspirar novos leitores?

R. A literatura de cordel, apesar de ser uma literatura escrita, tem tradicionalmente uma forte herança oral, vinda do trovadorismo e do repente. Ou seja, o cordel é escrito dentro da métrica justamente para que possa ser cantado e contado de uma forma rimada e agradável aos ouvidos.

Acredito que o cordel possui dois elementos que são chave para inspirar novos leitores. O primeiro é que o cordel é uma leitura "rápida" — rápida no sentido de não ser maçante. Os cordéis costumam ter entre 8, 16 ou 32 páginas. Alguns livros podem contar com mais páginas e estrofes, mas é uma literatura que se pode ler em questão de minutos ou poucas horas. Isso é interessante para quem ainda não desenvolveu o hábito da leitura mais densa, pois começar por histórias curtas pode ser o primeiro passo para cultivar esse hábito.

O segundo ponto é a declamação e a beleza presente na rima, que prendem o leitor ou o espectador, despertando o interesse em acompanhar a história até o final.

6. Você é professor de geografia e também escritor de cordel. Como você equilibra essas duas paixões e como você acha que elas se complementam?

R. Sim, Daviel, sou professor de Geografia. Já lecionei para turmas do Ensino Fundamental, Ensino Médio e também para o EJA (Educação de Jovens e Adultos). A educação é um desafio constante para qualquer profissional que se compromete em levar às novas gerações metodologias de ensino ativas e eficazes.

O cordel é sempre um sucesso. Sempre que o levo para minhas aulas, os alunos se encantam. É preciso zelo e cuidado na escolha de um bom cordel, que tenha rima, métrica e oração. Esse olhar criterioso para a seleção do material se desenvolve com leitura e estudo.

O livro escrito pelo meu pai, Acorda Cordel na Sala de Aula, é um material sensacional e foi meu livro de cabeceira durante a produção do meu TCC por muito tempo.

7. Qual é o seu próximo projeto literário e como você acha que ele vai contribuir para a literatura de cordel?  Quem é seu maior ídolo na literatura de cordel e por quê?

R. O meu próximo projeto vem sendo elaborado desde 2024 e se chama Coletânea Cordéis do Futuro. Essa coletânea irá trazer narrativas que criticam o avanço da tecnologia e seus impactos na saúde mental e comportamental da sociedade.

A obra é inspirada em casos de ficção científica, um gênero do qual gosto demais. Este projeto pretende apresentar críticas sutis à sociedade atual. Muitos hábitos que temos desenvolvido e reproduzido são silenciosos — e também adoecedores. Para quem ficou interessado, em Julho na Caixa Cultural em Fortaleza Ceará, teremos a feira do cordel brasileiro, procurem o instagram da Tupynankim editora e fiquem por dentro de novas informações sobre esse evento que vai ser formidável.

O burnout, por exemplo, o excesso de trabalho e a velocidade com que recebemos informações têm adoecido cada vez mais a nossa população. Como sujeito inquieto que sou, senti a necessidade de trazer essas reflexões em formato de cordel.

8. Você considera que suas obras são uma forma de levar para a próxima geração o legado artístico de sua família, em especial seu pai e tio? Como você acha que pode contribuir para a preservação desse legado?

R. Eu ainda tenho muito a percorrer como autor, Daviel, mas é muito gratificante e realizador perceber que, a cada projeto e a cada trabalho, a minha escrita melhora. Para chegar ao nível do meu pai, Arievaldo Vianna, e do meu tio, Klevisson Vianna, ainda tenho que comer muito feijão com arroz — kk.

Mas, ao longo dessa trajetória, muitas pessoas têm me ajudado a crescer. Destaco os colegas de arte Rouxinol do Rinaré e seu irmão, Evaristo Geraldo, além de Patrick Lima e sua companheira e amiga Jullie Oliveira, que foram meus padrinhos e professores de métrica. Também cito outros nomes importantes, como Rafael Brito, Alberto Perdigão e Ione Severo — pessoas que sempre estão perseverando e contribuindo com meu crescimento, tanto pessoal quanto artístico.

9. O que a literatura representa para você? É uma paixão, uma forma de expressão, uma maneira de contar histórias ou algo mais?

R. Eu sempre utilizei a literatura como forma de expressão pessoal. Me considero uma pessoa extrovertida, mas tenho dificuldade para abordar certos assuntos íntimos, até mesmo com as pessoas mais próximas a mim.

Desde muito jovem, busquei nas crônicas e na poesia uma forma de desabafar, de colocar para fora o que me incomoda ou me inquieta. Quando comecei a escrever cordel — e sempre que sento, atualmente, para escrever — é estranho, mas sinto como se meu pai estivesse ali ao meu lado, me auxiliando, me dando conselhos e até alguns sermões para corrigir.

Ele era um cara muito caprichoso, e eu busco levar esse mesmo cuidado para os meus trabalhos também.

10. Qual é a sua fonte de inspiração para criar suas obras de cordel? Você se inspira em pessoas, lugares, experiências ou algo mais?

R. A minha principal fonte de inspiração, eu diria, está no meu eu superior. Sou católico, e sempre que vou escrever minhas histórias, medito e peço inspiração a Deus para narrar, nos meus versos, algo que possa ser positivo e impactante na vida das pessoas que leem.

A segunda inspiração vem da empatia. Eu diria que todo artista de verdade, antes de tudo, é um ser empático — alguém que transforma sentimentos em palavras. Essa empatia faz com que a visão de mundo se torne mais aguçada, e a escrita leva essa visão refinada ao outro.

A arte tem esse dom e esse papel: o de encantar, de renovar e de ensinar ao leitor.


11 Qual é o seu livro favorito de cordel e por quê?

R. Dos clássicos, o meu favorito é, sem dúvidas, As Proezas de João Grilo, de João Ferreira de Lima — um cordel lançado no início do século passado e que, até hoje, perdura entre todas as gerações.

Entre os contemporâneos, gosto muito de O Velho Testamento Segundo Zé Limeira, do meu pai, Arievaldo Vianna. Mas também sempre me divirto com a leitura de clássicos como O Romance do Pavão Misterioso e os cordéis de Leandro Gomes de Barros, como Juvenal e o DragãoO Soldado JogadorO Testamento do CachorroO Cavalo que Defecava Dinheiro, entre outros.


12  Se você pudesse colaborar com qualquer outro artista ou escritor de cordel, quem seria e por quê?

R. Ainda quero fazer um cordel com o meu tio Klevisson Vianna, mas não por ser somente o meu tio, mas porque temos a verve humorística muito parecida, também gostaria de fazer um trabalho junto ao Costa Barros, ilustrador e xilogravurista residente na cidade de Quixadá, e um dos meus sonhos é ter um livro ilustrado pelo BACARO ou pelo Pablo Borges, acompanho o trabalho desses caras no instagram, e é a arte deles me cativam, sem contar que levam em si o legado do pai, algo que também faço.

13. Qual é o conselho que você daria para jovens escritores de cordel que estão começando?

R. O começo nunca é fácil sabe Daviel? Escrever é um desafio, mas é também um habito, eu diria que a internet tem seus malefícios, tem! Mas também te da uma visibilidade grande, é uma janela, uma ferramenta que se usada de maneira inteligente, pode te abrir grandes portas, eu diria que o importante é começar, frequentar feiras e espaços literários ligados ao cordel, fazer amizades e contatos, saber ouvir as criticas, e principalmente! ESTUDAR, e ser humilde para reconhecer e ouvir o conselho dos mestres dessa literatura, os mestres cordelistas e a vanguarda da geração passada são criteriosos e com toda razão, se não tem métrica, não tem rima e não tem oração, desconfigura todo o gênero literário fazendo com que o cordel na sua essência não seja bem representado.

Muito obrigado Daniel Lima por compartilhar conosco sua história e experiências. Foi um prazer enorme ter você conosco!

 A todos os nossos leitores, queremos agradecer pela companhia e pelo interesse em nossa entrevista.

 Não esqueçam de seguir nossa página para mais conteúdo inspirador! Também convidamos vocês a seguirem Daniel Lima em suas redes sociais para acompanhar mais de perto sua obra e criatividade.


DANILO ­— Pessoal segue nas minhas redes sociais para conhecer mais sobre o meu trabalho, o meu instagram pessoal é @dannielyehudi e o meu instagram comercial é @acorda_cordel. 

Ficou cuiroso para conhecer o meu trabalho? Basta seguir, ainda estou nesse desafio de alimentar melhor as redes sociais e vender o meu peixe de forma virtual, confesso que tenho esse problema, mas tenho grandes projetos paras mídias sociais em breve!

 

Abraço.

 

E Se você também tem uma história ou uma obra que gostaria de compartilhar conosco, não hesite em entrar em contato! Queremos ouvir de você e compartilhar sua voz com nossa comunidade. Um forte abraço a todos e até a próxima entrevista!

Siga-nos e siga Daniel Lima

Compartilhe sua obra conosco:

[vozeslocaiscontato@gmail.com] Instagram:@davielaraujo

 [Instagram da página] @vozeslocais

Até logo

terça-feira, 15 de abril de 2025

Uma voz que inspira, Ivan Araújo: o artista sertanejo


Ivan Araújo

   Olá, amigos autores e amantes das letras! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje, iremos conversar com Ivan Araújo e conhecer um pouco da sua história, inspirações e anseios literários. Estar pronto? Então venha comigo e inspire-se com o talento de Ivan Araújo. Se gostar, compartilhar e não esqueça de seguir. Boa leitura!

   Deixe-me apresentar nosso entrevistado de hoje. Ivan Araújo é um poeta e escritor camocinense que se encantou com as coisas do sertão. Embora seja praiano de nascimento, ele gosta de exaltar a cultura e os costumes sertanejos em suas variadas vertentes: literatura, música, dialetos e culinária. Autor de diversas obras, como: 

"Sertão - Rebuliço no meu Interior" 

   É uma obra de prosa que explora a relação entre o homem e o sertão, com textos que refletem a complexidade e a riqueza da cultura sertaneja. 

"A Todos que Não Sabem Amar" 

   É um livro que oferece orientações e reflexões para ajudar os leitores a entender e lidar com as questões do amor e das relações humanas. 

"Poesia em Crise" 

   É uma obra que explora a relação entre a poesia e a sociedade, com poemas que refletem a crise e a transformação. 

  Eleito Melhor Poeta 2024 de Camocim e região pelo Prêmio Inovare. Vários poemas premiados em concursos literários. Ivan Araújo é um artista multifacetado que já se destacou em diversas áreas, incluindo:

- Cinema: Participou do filme "Stalker", produzido pela NS Filmes

- Literatura: Publicou livros em formato e-book ("Xô, inveja" e "O Mundo que eu Perdi") e físico ("Sertão - Rebuliço no meu interior", "A todos que não sabem amar" e "Poesia em crise", pela Editora Uiclap)

- Teatro: Autor de várias peças teatrais

- Antologia: Integrante da antologia "A Centelha - Volume 2"

  Essa diversidade de experiências e realizações demonstra a versatilidade e a criatividade de Ivan como artista. Vamos mergulhar nessa conversa e descobrir mais sobre a vida e a obra desse talentoso autor!

   É um prazer ter Ivan Araújo conosco hoje, um dos principais nomes da literatura e poesia de Camocim e região. Com uma carreira marcada por diversas conquistas e reconhecimentos, Ivan é um artista multifacetado que tem inspirado e emocionado leitores e espectadores com suas obras.

 Agradecimento:

   Em nome das Vozes Locais, gostaríamos de agradecer a Ivan Araújo por ter aceitado nosso convite para esta entrevista. É uma honra ter a oportunidade de conversar com alguém que tem contribuído tanto para a cultura e a literatura de nossa região.

   Então Ivan, nos diga;

1.Você é conhecido por suas obras que exaltam a cultura e os costumes sertanejos. Como você se inspirou para escrever sobre esse tema?


 R. sempre fui apaixonado pelo Sertão e as coisas do campo , música poesia, literatura de cordel desde criança. Porém quando tive contato com o mundo de Ariano Suassuna aconteceu algo sem explicação fiquei absorto e fascinado por tamanha platicisicidade em representar todo um povo em sua cerne mais profunda. 

 2. Sua obra "Sertão - Rebuliço no meu Interior" foi publicada na Bienal Internacional do Livro no Ceará. Qual foi a sua experiência nesse evento? 2.1. como você se sente ao saber que é o primeiro camocinense a participar de uma exposição na Bienal internacional do livro, e o que isso significa para sua cidade? 


 R. Ainda estou extasiado. Sempre sonhei em ir pra bienal vale salientar que eu imaginava ver meus escritores e poetas preferidos e não para lançar uma obra minha. Tô muito feliz e realizado e mais...

Relato da experiência de Ivan na Bienal:
Relatos e correlatos da minha participação na xv bienal internacional do livro no Ceará 10/04/2025

 

   Fui agraciado e contemplado com a oportunidade de lançar meu livro E como espólios adicionais conheci pessoas incríveis. Que arrisco dizer que essas pessoas não são daqui e antes que me venham com teorias anunnaki ou reptilianas permita explicar que tais seres habitam O terreno utópico dos sonhos e vivem suas realidades extraordinária Pois o poeta, o escritor , o cordelista são de outra espécie e de outra dimensão Conhecer tal habitat é privilégio para poucos. E consegui tal proeza Não sei como Não sei se mereço Entender e aprender ouvir vários pontos de vista e abrir possibilidades ao diálogo e ao livre discurso nos eleva o conceito de civilização, sociedade e raça humana. Conheci lugares físicos E lugares que estão quase que intransponíveis e intocáveis. Obrigado Deus que me mantém firme e de pé, obrigado família e amigos. “SONHAR GRANDE OU PEQUENO CUSTA A MESMA COISA” 

 3. Você é um artista multifacetado, com obras em literatura, cinema e teatro. Como você equilibra sua criatividade entre essas diferentes áreas?


 R. Ultimamente tenho recebido essa pergunta com mais frequência, Aí eu respondo: eu não planejo, não programa nada! Eu simplesmente vou e faço. A vida acontece enquanto fazemos planos.

 4. Qual é o significado por trás do título "Sertão - Rebuliço no meu Interior"? 


 R. A referente obra trata-se de uma homenagem aos meus avôs visto que ambos foram representantes da cultura popular nordestina em suas respectivas funções vaqueiro e violeiro repentista. Rebuliço é uma inquietação e um desassossego proveniente do ato de resistir às intempéries de forma brava e aguerrida 

 5. Você foi eleito Melhor Poeta de 2024 em Camocim e região. O que significa esse reconhecimento para você? 


 R. Significa que estou no caminho certo Eu fico feliz com tudo que está acontecendo.

 6. Como você vê o papel da literatura e da poesia na sociedade atual? Qual é o impacto que você gostaria que suas obras tivessem nos leitores?


 R. A literatura e a poesia precisam ser agentes participativos e cada vez mais atuantes em nossas vidas. Dada sua tamanha importância. A literatura e a poesia possuem o poder de alcançar lugares que a ciência, a matemática e tecnologia não conseguem chegar. Eu gostaria que minha obra tivesse um poder paliativo. 

 7. Você tem uma variedade de obras publicadas, incluindo livros de poesia, romance e desenvolvimento pessoal. Qual é o seu processo de criação para cada um desses gêneros?


 R. no caso da poesia ela me toma quase que por um processo de simbiose ela vem de forma natural e espontânea. Não se estuda pra ser poeta Os outros gêneros requer estudos, pesquisas e tempo para desenvolver técnica e perícia.

 8. Qual é o conselho que você daria para jovens escritores e artistas que estão começando sua carreira? 


 R. Se você não conseguir fazer outra coisa então você é um escolhido a fazer arte seja qual for sua área. Não fique preso a elogio e nem a críticas Continue fazendo. Uma hora você acerta ! E não se preocupe tem nicho e público Para todos os gostos.

 Perguntas rápidas:

 1. Qual é o seu livro favorito que você já escreveu? 

R. Sertão rebuliço no meu interior
 
 2. Quem é o seu maior inspirador?

 R. Ariano Suassuna 

3. Qual é o lugar que você mais gosta de escrever?

 R. Minha casa


   Agradecemos a Ivan Araújo por ter compartilhado conosco sua visão, inspiração e experiências. Sua paixão pela literatura e poesia é contagiante e inspiradora. Esperamos que essa entrevista tenha sido tão enriquecedora para você quanto foi para nós. 

    Convidamos todos os nossos leitores a lerem e compartilharem essa entrevista com seus amigos e familiares. Se você foi inspirado pela história de Ivan Araújo, não hesite em compartilhar suas próprias histórias de inspiração conosco. Além disso, recomendamos que você explore as obras de Ivan Araújo e descubra a riqueza de sua literatura. Compartilhe suas próprias obras e histórias conosco e ajude a construir uma comunidade de criadores e apaixonados pela arte.
 
   Não esqueça de seguir Ivan Araújo em suas redes sociais.

Contato

☎️ Telefone: 88994947692

✉️ E-mail: ivanalemao8@gmail.com

Redes Sociais

Facebook: Ivan Araújo

Instagram: Ivan Araújo

YouTube: Trechos e retalhos

Leia mais sobre Ivan e sua obra

   Até a próxima entrevista, quem sabe por ser a sua!

Vozeslocais..

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Entrevista, Rosiane Martins: Uma Jornada de Amor, Dedicação e Saúde Mental

 Rosiane Martins é uma psicóloga apaixonada por ajudar famílias e indivíduos a superar desafios e alcançar o bem-estar. Além de sua dedicação à saúde mental, Rosiane, também tem uma paixão pelas letras e pela criação literária, especialmente em suas crônicas, que refletem sua sensibilidade e habilidade em capturar a essência da vida. Com uma trajetória inspiradora e uma abordagem especializada em clínica psicológica e psicopedagógica, Rosiane, se destaca como uma voz importante no campo da saúde mental. Neste entrevista, vamos explorar sua jornada, seus desafios e suas conquistas, além de discutir sobre seu livro "Dilemas da Parentalidade" e sua visão para o futuro da saúde mental. 

 Queremos agradecer de coração à Rosiane Martins, por compartilhar sua história e talento conosco do Vozes Locais. Sua paixão pela literatura e pela saúde mental é inspiradora e nos motiva a continuar explorando as vozes e histórias que fazem parte da nossa comunidade. 

 Agradecemos especialmente por sua disponibilidade em compartilhar conosco sua trajetória, desafios e conquistas, e por nos permitir conhecer um pouco mais sobre sua visão e inspiração. Estamos honrados em tê-la, como parte do Vozes Locais e esperamos continuar espirando vidas com  sua história e talento.

 Muito obrigado, Rosiane, por ser uma voz tão inspiradora e por compartilhar sua luz conosco! Vozes Locais

Então Rose, nos diga;

1.Qual foi o momento mais marcante em sua carreira que a levou a se especializar em clínica psicológica e psicopedagógica?

 O momento mais marcante foi quando percebi, ainda nos primeiros anos após me formar em Psicologia em 2011, que havia uma lacuna significativa no atendimento infantojuvenil e na escuta das famílias. Minha sensibilidade criativa, que sempre me aproximou do universo infantil, foi essencial nesse processo. A partir disso, busquei especialização em psicopedagogia e me aprofundei em abordagens de base cerebral, como o EMDR e o BrainSpot, que mudaram completamente minha forma de acolher e cuidar.

 2. Como você consegue equilibrar sua paixão pela literatura com seu trabalho em saúde mental? 

A literatura é mais do que uma paixão, ela é parte da minha prática clínica. Os livros que leio — especialmente os de autores como Daniel Siegel — alimentam minha escuta e fortalecem minha base teórica. Além disso, escrever é uma extensão do meu olhar terapêutico: uso crônicas, reflexões e textos para traduzir emoções e dar voz a experiências que muitas famílias enfrentam em silêncio.

 3. Quais são os principais desafios que as famílias enfrentam em relação à parentalidade e como você as ajuda a superá-los?

 Os principais desafios estão na sobrecarga emocional, na culpa e na solidão de não se sentirem suficientemente bons. Como mentora parental, trago luz às partes internas dessas mães e pais, oferecendo um espaço de escuta ativa, acolhimento e reorganização emocional. Através de técnicas como o BrainSpot e da abordagem baseada em evidências, como as propostas por Siegel, ajudo as famílias a se reconectarem com seus filhos e consigo mesmas.

 4. O que inspirou você a escrever "Dilemas da Parentalidade" e como você espera que o livro ajude os leitores? 

O livro nasceu da minha vivência clínica e das histórias que escutei com o coração aberto ao longo dos anos. "Dilemas da Parentalidade" é um convite à reflexão, à humanização da experiência de ser mãe ou pai. Espero que os leitores se reconheçam, se perdoem, se fortaleçam e encontrem caminhos possíveis para lidar com os desafios cotidianos com mais leveza e autocompaixão. 

5. Qual é o seu autor preferido e por quê? 

Daniel Siegel é, sem dúvida, meu autor preferido. Sua forma de unir ciência e empatia me tocou profundamente. Ele consegue traduzir neurociência de forma acessível e sensível, oferecendo ferramentas práticas que uso diariamente tanto na clínica quanto na mentoria parental. 

6. Qual é o estilo literário que mais lhe inspira e como você o incorpora em sua escrita? 

Sou profundamente inspirada pela escrita poética e reflexiva, com traços de crônica e ensaio. Incorporo esse estilo em textos que exploram sentimentos, dilemas internos e relações humanas, sempre com uma linguagem que acolhe e convida à introspecção.

 7. Como você acha que a literatura pode ser usada para promover a saúde mental e o bem-estar em uma sociedade cada vez mais complexa? 

A literatura abre janelas para o mundo interno. Ao nomear emoções, compartilhar experiências e oferecer novas perspectivas, ela possibilita que o leitor se sinta visto e compreendido. Em uma sociedade cada vez mais ansiosa, histórias têm o poder de curar — especialmente quando nos conectam à nossa humanidade comum.

 8. Qual é o seu processo de criação quando escreve crônicas e como elas refletem sua visão sobre a vida? 

Meu processo começa na escuta: uma sessão, uma frase dita por uma mãe, uma cena cotidiana me desperta o desejo de transformar aquilo em algo compartilhável. Minhas crônicas refletem minha visão de mundo: compassiva, curiosa e comprometida com a escuta da dor e da beleza que coexistem na vida.

9. Se você pudesse ter um jantar com qualquer autor ou personagem literário, quem seria e por quê? 

Gostaria de jantar com Clarice Lispector. Sua forma de escrever sobre o indizível, de acessar emoções sem nome e mergulhar na alma humana, me comove. Seria uma conversa entre silêncios e sentidos, perfeita para uma noite de trocas sobre a condição de ser mulher, terapeuta e escritora. 

Muito obrigada Rose por nos inspirar, te desejamos sucesso e que muitas outras pessoas possam ser abençoadas pelo excelente trabalho que você  vem desenvolvendo no âmbito familiar. Gratidão.

Nota Final:

E você!  

Esperamos que tenha gostado de conhecer um pouco mais sobre a história e talento de Rosiane Martins! 

E Se você também tem uma história para compartilhar ou uma paixão que gostaria de mostrar ao mundo, não hesite em entrar em contato conosco. Estamos sempre procurando por novas vozes e histórias para compartilhar com nossa comunidade.

Compartilhe 

Você tem uma história inspiradora para contar? Um talento que gostaria de mostrar ao mundo? Entre em contato conosco e compartilhe sua história conosco! Estamos ansiosos para ouvir de você. 

Compartilhe este Post com seus Amigos!

 Se você gostou deste post, não hesite em compartilhá-lo com seus amigos e familiares. Quem sabe, você pode inspirar alguém a compartilhar sua própria história! 

Siga-nos nas Redes Sociais! 

Para ficar por dentro das últimas novidades e histórias do Vozes Locais, siga-nos nas redes sociais: 

- Facebook: Davielaraujo 

- Instagram: @Davielaraujo

- Twitter: @Vozeslcal 

Muito obrigado por ler o Vozes Locais! Estamos ansiosos para compartilhar mais histórias e talentos com você no futuro. Até o próximo post!

sábado, 5 de abril de 2025

Entrevista com Lenne Evaristo: Paixão, Criatividade e Inspiração

 Conheça Lenne Evaristo, uma talentosa escritora e poeta cearense que está dando os primeiros passos em sua história de escritora brasileira. Nascida em Manaus, mas criada em Camocim, Lenne sempre teve uma paixão pela leitura e pela escrita. Com uma voz única e uma visão de mundo fascinante, ela está pronta para compartilhar sua história e sua arte conosco. Vamos conversar com Lenne Evaristo e descobrir mais sobre sua trajetória literária, sua inspiração e seus projetos futuros.”

Lenne Evaristo

Em nome da família Vozes Locais, Raízes Literárias, queremos agradecer por sua gentileza e oportunidade de apresentá-la ao nosso público, de mestres e entusiastas das letras. Obrigada.

Que prazer conhecer um pouco mais sobre você, Lenne Evaristo!

1. Qual foi o momento exato em que você descobriu sua paixão pela escrita e pela poesia?

Não me lembro ao certo do momento exato. Acho que desde que eu aprendi a ler, aos 5 anos de idade. A leitura sempre foi um refúgio para mim. Viajar para outros universos e sentir diferentes tipos de emoções. A escrita veio depois. Comecei escrevendo versos, textos soltos sobre qualquer assunto que surgia em minha mente. Uma coisa que eu nunca consegui foi ter um diário secreto. Eu até tentava, mas fazia sempre questão que alguém o lesse. No final das contas, acho que eu nunca escrevi apenas para mim mesma. Eu tinha que compartilhar com alguém. Mas eu tinha um grande defeito: nunca fui de guardar nada ou colecionar. Tudo o que eu escrevi deve estar por aí, em mãos de amigos e pessoas amadas a quem eu dedicava meus versos e letras de música. Às vezes eu fazia um livreto feito à mão, com título, capa e tudo. Alguém deve tê-lo por aí.

2. Como a sua infância em Camocim influenciou sua obra e sua visão de mundo?

Camocim foi onde passei o que chamam de melhores anos da vida de alguém. Então, as grandes emoções, as mais intensas e significativas, eu vivenciei em Camocim. As pessoas que eu conheci e as experiências vividas. Muitos de meus dramas, traumas e inclusive momentos de singela paz e tranquilidade ao som do mar e do vento do litoral. Minha infância subindo nos cajueiros, correndo descalça no quintal. Minha primeira paixão na adolescência e minhas primeiras experiências em sala de aula. Tudo isso, com certeza, forma um pouco da bagagem de vida e inspiração que influencia minha escrita. Porém, tenho uma recordação em que, em uma aula de Língua Portuguesa, nos foi apresentado um determinado poema que falava de beija-flores e flores. Enquanto a professora abordava o significado de cada analogia utilizada no poema, eu lembro de me sentir como quem descobrisse um mundo novo. De onde eu poderia dizer o que eu quisesse, como que se eu pudesse me expor ao mesmo tempo em que eu poderia me esconder por detrás das palavras bonitas de um poema. Eu achei aquilo tudo muito fascinante!

3. Você mencionou que só agora “acordou” para o que você realmente quer fazer na vida. O que mudou para você?

Meus objetivos. Agora eu sei que a escrita, o mundo das palavras, é onde quero habitar. Não ser mais um hobby. Algo que quero levar à sério pelo resto da vida.

4. Conta-nos mais sobre o seu primeiro livro, “Poesia Doce Poesia”. Qual foi a inspiração por trás dele?

Inicialmente, era apenas uma simples coletânea de poemas que eu escrevo no Facebook desde 2011, se eu não estiver enganada. Mas eu não queria apenas jogar os textos de qualquer maneira. Eu busquei incluir uma narrativa. Como se minhas poesias fossem meu lar doce lar, cujos leitores serão visitantes bem-vindos. Por isso o título Poesia, doce poesia. Eu o inscrevi em um concurso literário importante, promovido pelo SESC. Eu mesma revisei o manuscrito antes de enviá-lo.

5. Seu próximo projeto é um romance com um protagonista autista. Qual é a importância de representar a diversidade nas suas histórias?

Quero mostrar às pessoas que muitas vezes autistas diagnosticados tardiamente enfrentam tanto ou mais obstáculos que aqueles que são diagnosticados na infância e têm o suporte e assistência que precisam. Isa vai representar um pouco de cada tipo de autista. Inicialmente, ela será uma autista não verbal que vai recorrer à escrita como forma de se expressar. Mas a época em que ela vive, década de 80 e 90, e o fato de ela ser uma menina, vai dificultar muito o verdadeiro diagnóstico dela. Porém, durante a narrativa, vou mostrar o valor da amizade verdadeira e da verdadeira inclusão. E que nenhum autista, apesar de suas limitações, é incapaz de atingir seus objetivos e realizar seus sonhos.

6. Como você lida com a ansiedade de criar algo novo e desconhecido, como um romance?

Para mim, não tem sido fácil. Eu fui diagnosticada com autismo nível 2 de suporte. E uma das comorbidades é a Síndrome de Burnout. Que me faz cansar com muita facilidade. A ansiedade generalizada muitas vezes me faz perder o foco. Mas com o suporte de terapias, medicamentos e descanso, e o apoio de meus amigos (Ivan é um deles, na verdade um dos maiores incentivadores, é graças a ele que estou dando essa entrevista) Ah, e minha amiga Maze, que me ajudou a ir atrás de meu diagnóstico. E me apoia em tudo. Ao meu irmão Neo, com quem tenho muitas tempestades de ideias sobre meu livro. Enfim... Tudo isso tem me ajudado a não desistir dos meus projetos, a aprender cada vez mais. E manter o foco e a constância.

7. Qual é o conselho que você daria para alguém que está começando a escrever e busca se expressar de forma criativa?

Primeiro: Se divirta escrevendo. Ame a sua escrita. Ela é sua identidade. Um pedaço de você.

 Segundo: Leia sempre. Escreva sempre. Sobre tudo.

Terceiro: E não deixe de ter por perto amigos escritores com quem compartilhar ideias e inspirações. Quarto: Estude, e nunca deixe de aprender coisas novas sobre escrita. E jamais desista!

Agradecemos a Lenne Evaristo por compartilhar conosco sua história, sua paixão pela escrita e sua visão sobre a importância de representar a diversidade nas histórias. Sua jornada é inspiradora e nos mostra que, com determinação e criatividade, é possível superar obstáculos e alcançar nossos objetivos. Esperamos que sua entrevista tenha sido tão inspiradora para você quanto foi para nós. Obrigado por ler!

E se você é um escritor em início de carreira, ou um autor renomado, quem sabe, um apaixonado por literatura, ou simplesmente alguém que busca inspiração para seguir seus sonhos, esta entrevista foi para você. O blog Vozes Locais tem a honra de conceder esse espaço para você expressar sua história, obras e arte, com outros, inspirando uma cultura literária que transpõe as fronteiras e eternize nossa paixão.

Siga a página no botão ao lado, deixe seu comentário e compartilhe com seu público. Até a próxima entrevista!