terça-feira, 28 de outubro de 2025

Olhar

 


Espelho de mim a revelar máscaras em decadência, fase em consequências, efêmera ilusão.
Sou um reflexo em progressão , uma miragem em distorção utopia da percepção.
Farol na escuridão oculta multidão das almas a vaguear sem direção.
E o eu em projeção a sucumbir em ilusões despertou seu olhar.
Eu sou a luz do mundo, quem está em mim não andará em trevas.
um olhar 
Sem acepção 
Olhou-me e agora vejo.
Autor: Daviel Campos 

Lamento




Ecos em silêncio a amplificar suas incertezas em comoção. Imagem desfocada de ilusão a projetar sua face desnuda no olhar.

Lamento.

Silêncio e sussurros a declamar um ode queixas e incertezas a torturar.

Clemência, escutem!

De onde me virá o socorro? Minha alma abatida está! Na sepultura me esperam, quem irá livrar-me?

O silêncio a contemplar a resposta dos montes dirá.
É dos montes meu socorro
É dos montes que meu socorro virá.

Seus ouvidos a contemplar minhas angústias e lamentações para que possa enxergar sua face a me olhar e saber que não estou só.

Pois escrito está,

Estou convosco até à consumação dos séculos.

Autor: Daviel Campos

sexta-feira, 24 de outubro de 2025


Poema

 Olívia — Élaa

És fonema lírico, em ode a cantar suas raízes latinas,
a revelar sua essência pacífica.
És a harmonia escrita a projetar sua identidade natural;
és, do grego eláa — da oliveira —, símbolo de serenidade e paz.
És, do fruto, o azeite suave, cítrico;
és juventude e graça imortal.
És sabedoria a guiar a eternidade alcançada,
antítipo da graça revelada.
És oliveira brava a enxertar ramos estranhos, a acomodar,
em seus galhos, a esperança dos andarilhos.
És caminho
a trilhar em metáforas,
verdade a declarar sua graça.
És personificação geométrica em rubrica,
compasso elegante na música,
és pura, Élaa.
És vida a doar,
fonte a saciar,
comida a fartar,
és salvação a contemplar.
És Cristus.

sábado, 4 de outubro de 2025

Viril

 


macho, viril

Viril

Natureza implacável em extinção,

Virilidade ameaçada em progressão.

Metamorfose em eclosão a decadência viril

Efêmera visão progressista em evolução, antítese da razão.

Macho, macho concessão.

Macho marginal, diz o relativo imoral

Machismo, machismo berram os pulmões,

Pseudo ilusões intransigentes a construir sua imagem decadente de natureza viril.

Homem, alfa, viril em declínio.

Delicado sem potência, extrato fraco do que foi.

Fraqueza, fraqueza esgotada do real é o que sobrou,

E a virilidade na lápide descansou.

Machos ressuscitem!


Autor: Daviel Campos

Canhoto




Canhoto

Antagônico as sinapses racionais, dislexo a realidade fundamentais, dautonico as percepções morais

Utopia indesejável para si, intransigentes a outros

Igualdade, igualdades, contraste ,contrastes.

Pensamento uníssono aos iguais, unanimidade em monopólio gerais.

Discordar heresia, indisciplina apostasia sob pena de foice sem compaixão.

Viva a revolução,

Viva a revolução.

Que revolução? Invasão privada, sem custo do suor, vítimas injustiçadas sob a pena da toga.

Liberdade de expressão, arte nas mãos de quem não produz pelas veias inerentes.

Cultura da barganha Rouanet de milhões aos porões, lixos de produções.

Canhoto ilusão em contraste razão do eu.

Quem sou?



Autor: Daviel Campos